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sábado, outubro 16, 2021

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Pandemia afeta saúde mental e profissionais da área sentem o impacto

O mundo parou com a pandemia de Covid-19: tudo foi fechado e interditado, as ruas ficaram vazias, os hospitais e cemitério superlotados, sem amparo e sem garantia nenhuma e sem certeza de cura, o caos tomou conta do cenário mundial. E a nossa mente foi indiretamente e diretamente afetada em todos os níveis e graus, e os profissionais de saúde sentiram o impacto na saúde mental.

Transtornos causados pela pressão e pelo estresse se manifestam no corpo e, sobretudo, na mente de quem esteve trabalhando na linha de frente combatendo novo coronavírus.

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Falar de saúde mental é cada vez mais necessário, seja pra compreender nosso corpo, seja pra salvar a si mesma, como para ajudar o próximo.

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E as vezes o próximo é aquele médico que lhe acompanha em algum caso de recuperação, ou aquele enfermeiro que vira plantão atrás de plantão em hospital ou aquele profissional da saúde que enfrentou a linha de frente pra socorrer e salvar pacientes que estavam sem respirar decorrência da covid-19? Quantos viveram o cenário de terror e medo?

Estamos falando de milhares vidas perdidas, milhares de pessoas que perderam seus entes queridos, milhares de profissionais expostos aos riscos do vírus e sem garantia alguma de segurança, a saúde mental foi extremamente abalada, a ansiedade matou milhares e tantos outros carregam sequelas.

Em uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos da Burocracia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 80% dos profissionais tiveram algum problema de saúde mental no último ano.

A falta equipamento e estrutura de qualidade para psicólogos, médicos, enfermeiros, psiquiatras, serviço sociais e ente outros profissionais, enfraquece o sistema, estraga a qualidade e dificulta o serviço do profissional com e para o paciente.

E de que forma pode haver melhorias?

Em entrevista para rádio Onda Digital FM, o Dr. Jorge Akel, presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), explica que, “antes de pensar em ideias mirabolantes, deve-se ajustar o que já tem, como por exemplo os CAPs da capital amazonense que devem ser melhores estruturados para receber a população diariamente, estudar as estratégias de atendimentos”.

A vice-presidente do Conselho Regional de Psicologia (PCR), Houzanne Gonçalves, destacou a exigência que se deve ter com os políticos de Manaus para agirem com leis, ações e projeto eficientes voltados para saúde mental e pediu participação ativa dos mesmos.

Temos ciência de que em casos com níveis avançados de stress ou abalo emocional o indicado é que se procure ajuda profissional especializada, como psicólogos por exemplo.

Mas, em um cenário que atinge diretamente a rotina das instituições hospitalares, todos os colaboradores podem ser afetados, desde a recepção até a administração, passando por fornecedores.

Por isso, pensar em estratégias de apoio psicológico a profissionais de saúde e todo o quadro de colaboradores de um hospital é importante neste momento.

Obviamente os benefícios vão além de manter um colaborador engajado, uma gestão pautada em apoio psicológico traz benefícios físicos e mentais para todo um time.

“A busca por ajuda não é um sinal de fraqueza”.

Paula Regina, da redação

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