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sábado, outubro 16, 2021

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Pescadores pedem auxílio emergencial e mobilização no combate a “fake news” sobre rabdomiólise

Entidades representativas da cadeia produtiva do pescado solicitaram, em Tribuna Popular realizada na Câmara Municipal de Manaus (CMM) nesta quarta-feira (29), uma ampla campanha de divulgação realizada pela mídia e pelo poder público com esclarecimentos sobre a rabdomiólise, a chamada “doença da urina preta”, com informações sobre o baixo risco de contaminação por meio de peixes de viveiros.

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A categoria ressaltou que os casos registrados até então ocorreram na região do Baixo Amazonas (Itacoatiara, Itapiranga e Silves), após o consumo do alimento capturado pela própria população.

“A feira da Manaus Moderna fica vazia aos domingos, dia que registra intenso movimento de consumidores no local. Atualmente, dá pra jogar futebol ali. Os produtos estão estragando nos estaleiros e nos supermercados. Tem produtor que perdeu 100 toneladas de peixe”, afirmou Davi Lima da Silva, representante do Sindicato dos Feirantes de Manaus.

“A mídia não explica o que pode e o que não pode Pfazer, e o poder público ainda não se envolveu nessa tarefa”, comentou Estivenson Pantoja da Silva, diretor do sindicato. “Os feirantes estão passando necessidade”.

A situação é agravada pelos altos índices de inflação, o que reflete nos preços da carne e do frango.

Os representantes solicitaram também auxílio emergencial para os profissionais da cadeia pesqueira, desde os pequenos produtores até o mercado de ração em outros estados, que já enfrentaram dificuldades em razão da pandemia e da cheia do Rio Negro.

“O auxílio é importante, mas o principal problema são as fake news”, acrescentou Lima.
O representante jurídico dos feirantes do Amazonas, Tiago João Botelho, sugeriu que o governo e a prefeitura façam doações de pescado a entidades filantrópicas para evitar o desperdício.

“Toneladas de peixe estão virando adubo. Isso é uma tragédia num país de 15 milhões de desempregados”, observou. “É preciso consicentização para que o beneficiado pelas doações não pense que está sendo enganado”.

Dados de rabdomiólise

As causas da rabdomiólise pelo consumo de peixe ainda são desconhecidas. Apenas três espécies num conjunto de três mil (tambaqui, pirapitinga e pacu) estão associadas ao recente surto no Amazonas.

De acordo com o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Roger Crescêncio, a doença pode ser causada por exércicio físico extremo e uso de drogas sintéticas, entre outros fatores.

“O peixe não é afetado. Isso acontece na cheia, em período de intenso calor, facilitando a proliferação de microorganismos. Não tem nada a ver com poluição, com garimpo”, explicou.

“Também não é (causada) pelo peixe estragado, nem hormônio de ração. Dados Fundação da Vigilância em Saúde mostram que a própria pessoa pescou e preparou o alimento horas depois”, acrescentou o pesquisador.

A proponente da Tribuna Popular, vereadora Yomara Lins (PRTB), afirmou que vai encaminhar a secretarias do município o indicativo de auxílio emergencial e fornecimento de cestas basicas à feirantes.

“Vamos ajudar os feirantes, que estão numa situação curtição. Vamos conhecer os fatos e não divulgar fake news”, afirmou.

Daniel Amorim, da redação

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