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quinta-feira, janeiro 20, 2022

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Bolsonaro cumpriu menos da metade das promessas de campanha

Prestes a completar três anos no cargo no próximo sábado (1º), o presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpriu apenas 24,5% das promessas de campanha. O portal Metrópoles fez levantamento das propostas apresentadas no programa de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2018, pelo então candidato, e divulgou o resultado nesta segunda-feira (27).

A reportagem analisou 53 propostas anunciadas por Bolsonaro nas mais de 80 páginas do programa batizado de Projeto Fênix. Desse total, 20 (ou 37,7%) não saíram do papel e outras 20 foram parcialmente cumpridas ou estão em andamento.

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Em áreas consideradas importantes pelo governo, como economia e segurança pública, a taxa de promessas não cumpridas foi ainda maior: de 45,4% e 53,8%, respectivamente.

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O que o governo Bolsonaro fez na segurança foi deixar a roda rodando e se beneficiar das medidas implementadas em gestões anteriores. Em paralelo, Bolsonaro foi à formatura de policiais, investiu pesado nas políticas de armamento, na conquista da base eleitoral”, relata o presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), Renato Sérgio de Lima.

“Um governo que prometeu muito, fez pouco, mas, ainda assim, fica parcialmente bem na foto, pois consegue fazer a imagem do ‘amigo dos policiais’”, resume o especialista.

Houve uma promessa de inflação baixa, de juros baixos e de geração de emprego, mas nada disso aconteceu. As promessas de privatização não aconteceram, com exceção da Eletrobras. Tudo isso traz o aumento da desconfiança e tira as expectativas do empresário, do consumidor e dos investidores no Brasil”, avalia o economista Ciro de Avel.

Apesar dos avanços na economia – considerada área-chave para o governo Bolsonaro, em função da importância atribuída ao então “Posto Ipiranga”, Paulo Guedes –, a gestão federal pretendia melhorar determinados indicadores financeiros que acabaram piorando. Além disso, diversas propostas só foram cumpridas de maneira parcial.

Entre as promessas executadas, estão a independência do Banco Central, que dá mais autonomia para a autoridade monetária; a carteira de trabalho Verde e Amarela, que flexibiliza modalidades de contratação; e a criação do Balcão Único, plataforma de simplificação de abertura e fechamento de empresas. E foi lançado o Auxílio Brasil, programa assistencial que substituiu o Bolsa Família.

No entanto, os índices de inflação e desemprego e as taxas de juros registraram piora. A inflação deverá fechar 2021 em mais de 10%, o que corresponde à maior taxa registrada em seis anos. O desemprego também aumentou. Em 2019, 12,7 milhões de pessoas estavam sem ocupação; agora, 13,5 milhões de brasileiros não conseguem vaga no mercado de trabalho.

Via Metrópoles

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