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Confira 4 animais que estão ameaçados de extinção na Amazônia

Por Fernanda Farias 

Amazônia – Cada animal tem um papel fundamental na natureza. Seja o de polinizar para gerar alimentos, como as abelhas, seja para controlar a vegetação como os animais herbívoros e ainda existem aqueles que ajudam a controlar as pragas na agricultura como é a função de alguns animais predadores.

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Embora sejam muitos os benefícios que os animais trazem para o mundo, o futuro de muitos está em ‘xeque‘ por conta das ações maléficas da humanidade.

Motivos que corroboram para que os animais corram o risco de extinção não faltam. Desmatamento, poluição de rios e mares, tráfico de animais, e ainda a caça indiscriminada dentre outras.

Na Amazônia não é diferente, várias espécies correm risco de extinção e estão a lista vermelha da União Internacional Para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).

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A Amazônia é o bioma com maior riqueza de espécies da fauna, seguido da Mata Atlântica e do Cerrado. 35% do maior Bioma brasileiro já foi desmatado ou degradado, segundo relatório científico divulgado este ano pelo Painel Científico para a Amazônia (SPA). É a avaliação mais detalhada do estado em que a floresta amazônica se encontra até o momento e deixa claro tanto o importante papel da floresta para clima global quanto para às espécies e para própria humanidade.

O Portal Fiscaliza Amazonas listou 4 animais que correm perigo de extinção na região amazônica para você conhecer. São animais símbolo da nossa natureza exuberante que correm risco de desaparecer para sempre.

Sauim-de-coleira

O suim-de-coleira ou sauim-de-Manaus é uma espécie endêmica da capital amazonense, ou seja, ela só existe aqui em Manaus e arredores. Se ela desaparecer daqui, não a encontraremos em nenhum outro lugar.

A maior ameaça, segundo os biólogos, para o sauim de coleira, ainda é o desmatamento. Com a cidade de Manaus expandindo, a espécie fica cada vez mais limitada em seu habitat natural.

Classificação na lista vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN): em perigo de extinção.

O que fazer?

Diminuir o desmatamento é a primeira ação para evitar o desaparecimento da espécie, que se tornou símbolo de Manaus.

A criação de mais corredores ecológicos também é fundamental para que os sauins consigam transitar entre as áreas verdes da cidade sem serem atropelados, fato que, infelizmente, ocorre muito.

Sauim-de-Manaus. Classificação na lista vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN: em perigo de extinção.

Peixe-boi da Amazônia

O peixe-boi é uma espécie muito dócil na natureza e por isso é alvo fácil da caça predatória. No passado foi muito caçado para consumo da carne e para a utilização do seu couro.

Hoje a principal ameaça do peixe-boi ainda é a caça ilegal e a poluição dos rios da Amazônia.

A caça predatória de animais silvestres é ilegal no Brasil desde 1967.

‘Art. 1º. Os animais de quaisquer espécies, em qualquer fase do seu desenvolvimento e que vivem naturalmente fora do cativeiro, constituindo a fauna silvestre, bem como seus ninhos, abrigos e criadouros naturais são propriedades do Estado, sendo proibida a sua utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha’. 

‘Art. 3º. É proibido o comércio de espécimes da fauna silvestre e de produtos e objetos que impliquem na sua caça, perseguição, destruição ou apanha’. 

Classificação na lista vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN):vulnerável à extinção.

O que fazer?

A principal atitude que precisa ser evitada é parar a caça ilegal, e também não consumir a carne deste animal para não incentivar a prática. Assim como, preservar o habitat natural dos bichos, que são os rios.

A Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) realizam ações para conservar a espécie, desde a reabilitação dos animais que são resgatados até a reintrodução aos rios. Confira no site: www.ampa.org.br e também no instagram: @ampa_peixeboi.

Peixe-boi. Classificação na lista vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN: vulnerável à extinção.

Boto-vermelho

Um dos animais mais conhecidos do país por conta das lendas que permeiam no imaginário amazônico, é o boto-vermelho, conhecido como boto-cor-de-rosa, também só existe na Amazônia e está em perigo de extinção.

A caça para transformar este animal em isca é a principal ação que deixou o boto em perigo de extinção.

Classificação na lista vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN): em perigo de extinção.

O que fazer?

Uma das ações para evitar que a população de botos-vermelhos seja extinta foi a criação da moratória assinada em um acordo, em 2014, entre o Ministério de Meio Ambiente e o Ministério de Pesca e Aquicultura, recomendado pelo Ministério Público Federal pelo período de cinco anos. A moratória proíbe a utilização de botos como isca para a pesca da piracatinga.

A pesquisadora do Inpa, que responsável pelo Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, Vera da Silva, explica que o Projeto Boto do Inpa há 25 anos desenvolve pesquisas com esta espécie na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Mamirauá (Tefé – Amazonas) e os resultado da pesquisa desde do ano 2000 mostra que a população de botos naquela região vem reduzindo drasticamente a cada década.

“A preocupação maior é a velocidade que esta espécie está sendo retirada da natureza, se isso acontece no entorno de uma reserva protegida, modelo na Amazônia, imagine em uma área sem proteção”, indaga a pesquisadora que é doutora em Ecologia e Reprodução de mamíferos pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

Boto-vermelho. Classificação na lista vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN: em perigo de extinção.

Tucuxi

O Tucuxi, outro golfinho da Amazônia, encontra-se também na classificação na lista vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, pelos mesmos motivos pelos quais o boto-vermelho está.

Classificação na lista vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN): em perigo de extinção.

O que fazer?

A conservação da biodiversidade amazônica não é apenas dos órgãos de pesquisa é principalmente responsabilidade das políticas públicas para melhor fiscalizar as ações de caça, desmatamento e queimadas ilegais, assim como implementar ações para desacelerar as mudanças climáticas, que também intensifica o processo de extinção de diversas espécies ao redor de todo o planeta.

Tucuxi. Classificação na lista vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN: em perigo de extinção.

Dia dos Animais – História da data

A história do Dia dos Animais começa em 8 de maio de 1931, em Florença (Itália). Nesse dia, órgãos de proteção aos animais se reuniram no International Animal Protection Congress e decidiram instituir a celebração do Dia Mundial dos Animais em 4 de outubro, Dia de São Francisco de Assis, santo padroeiro dos animais e da natureza.

A criação do 4 de outubro, Dia Mundial dos Animais, atendeu a um pedido do escritor e ativista alemão Heinrich Zimmermann. Ele foi o idealizador da celebração, ocorrida em 1925, em Berlim, na Alemanha.

A data só tomou maiores proporções a partir de 1978, ano em que foi publicada a Declaração Universal dos Direitos dos Animais. Criado pela Organização das Nações Unidas Para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o documento diz que seres humanos devem proteger e respeitar os animais.

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